quarta-feira, 18 de julho de 2012
A linguagem viva
Uma animação tipográfica feita a partir de um podcast gravado pelo escritor, roteirista, jornalista, poeta e comediante britânico Stephen Fry.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Orientação das palavras
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Jornais internacionais destacam fim da "seca" do Corinthians
Campeão da Libertadores, o Corinthians ganhou destaque na imprensa internacional.
MARCA - CORINTHIANS SAI DA SECA
L'ÉQUIPE - TÍTULO SAGRADO
CORRIERE DELLA SERA - EMERSON É ESNOBADO PELA IMPRENSA BRASILEIRA
THE GUARDIAN - CORINTHIANS QUEBRA TABU E ACABA COM AS PIADAS
AS - FINALMENTE CHEGOU A HORA DO CORINTHIANS
FIFA - A AMÉRICA TEM UM NOVO DONO
Fonte: Uol
Jornais internacionais destacam fim da "seca" do Corinthians
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Olimpíadas de Londres 2012
A Olimpíadas de Londres está quase chegando. Você conhece todos os esportes que estarão presentes nesta olimpíada?
Segue abaixo uma lista em inglês e em português dos 36 esportes que você poderá acompanhar:
Mais informações no site oficial:
Sports: Esportes
Archery – Tiro com Arco
Athletics – Atletismo
Badminton – Badminton
Basketball – Basquetebol
Beach Volleyball – Vôlei de Praia
Boxing – Boxe
Canoe Slalom – Canoagem Slalom
Canoe Sprint – Canoagem de Velocidade
Cycling – BMX – Ciclismo – BMX
Cycling – Mountain Bike – Ciclismo – Mountain Bike
Cycling – Road – Ciclismo – Competições de Estrada
Cycling – Track – Ciclismo – Competições de Pista
Diving – Saltos Ornamentais
Equestrian – Hipismo
Fencing – Esgrima
Football – Futebol
Gymnastics – Artistic – Ginástica Artístíca
Gymnastics – Rhythmic – Ginástica Rítmica
Handball – Handebol
Hockey – Hóquei na Grama
Judo – Judô
Modern Pentathlon – Pentatlo Moderno
Rowing – Remo
Sailing – Vela
Shooting – Tiro
Swimming – Natação
Synchronised Swimming – Nado Sincronizado
Table Tennis – Tênis de Mesa
Taekwondo – Taekwondo
Tennis – Tênis
Trampoline – Trampolim
Triathlon – Triatlo
Volleyball – Voleibol
Water Polo – Pólo Aquático
Weightlifting – Halterofilismo
Wrestling – Luta
Olimpíadas de Londres 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
A palavra covarde
A palavra covarde é uma prova de que não faltam histórias pitorescas no mundo da etimologia séria, o que torna um tanto supérflua a insistência, compartilhada por tantos divulgadores do tema, em espalhar lendas etimológicas por aí.
O vocábulo chegou ao português ainda no século 13, vindo do francês antigo cuard (hoje couard), um termo surgido em torno do ano 1100 com o mesmo sentido. Cuard era derivado de cüeou coue (atualmente queue), isto é, “cauda, rabo”.
A ideia inicial era, literalmente, a de um animal que, dominado pelo medo, traz a cauda baixa. Ou como se diz ainda hoje em português, numa expressão popular: o covarde é aquele que tem “o rabo entre as pernas.
Sergio Rodrigues - Blog Veja
A palavra covarde
segunda-feira, 2 de julho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Linguas em Perigo
O Google estima que metade das línguas
hoje faladas no mundo, irão desaparecer até 2100. Por isso a empresa vai lançar
um projeto para tentar salvar línguas quase extintas. Através do site Endangered Languages eles
querem preservar textos, vídeos e gravações de audio para montar um arquivo
online de cada língua. No Brasil por exemplo é citado entre outros o caso da
língua xipaya, que teria apenas dois falantes vivos. O vídeo abaixo lembra que
a manutenção da língua é muito importante para manter viva a história, os
conhecimentos, valores culturais, conteúdo científico, botânico e médico.
Veja video:
Linguas em Perigo
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Para traduzir o futuro
A omissão de um artigo no título da obra de Stefan Zweig vertida para o português pode ter contribuído para deformar nossa autoimagem nacional
Gabriel Perissé
Considerado o mais famoso de todos os textos já escritos sobre
o Brasil, Brasilien, ein Land der Zukunft, do austríaco Stefan Zweig (1881-1942), tornou-se uma espécie de eterna profecia: somos o país do futuro... desde 1941, quando a obra foi publicada.
Mas façamos uma observação importante. O livro, escrito em alemão, possuía um artigo indefinido no seu título - ein -, deixando claro que não se tratava do único país do futuro que existia. Stefan Zweig nos via como um país do futuro, entre outros.
O problema é que, na primeira edição brasileira, o título surgiu sem o artigo: Brasil, País do Futuro. Aliás, o título em francês também omitia a pequena mas decisiva partícula: Le Brésil, Terre D'Avenir. E igualmente o primeiro título em espanhol: Brasil: País del Futuro.
Um x OÉ enorme a diferença entre um país do futuro e o país do futuro por excelência. Especialmente naquela hora, em plena Segunda Guerra Mundial, quando a sobrevivência da Europa estava ameaçada. E nós, como "país do futuro", nos enchíamos de orgulho... Perigoso orgulho, no contexto da ditadura getulista.
Talvez esse equívoco tradutório tenha contribuído para deformar nossa autoimagem nacional, criando obstáculos culturais para um verdadeiro avanço em direção ao porvir.
A primeira tradução brasileira, já em 1941, ficou a cargo do psiquiatra Odilon Gallotti (também tradutor de Freud). A segunda tradução, de 2006, com o artigo indefinido em seu devido lugar - Brasil, Um País do Futuro -, foi assinada por Kristina Michahelles.
Para o autor, o Brasil era país pacífico, ainda no começo de sua história civilizatória, país destinado a ser um dos mais importantes fatores do desenvolvimento futuro do mundo. Era "reserva do mundo para o futuro", pela riqueza do solo... e do seu subsolo. Havia lugar de sobra para inúmeros habitantes, para o cultivo da terra e para a extração de tesouros subterrâneos.
Futuro
Mas façamos uma observação importante. O livro, escrito em alemão, possuía um artigo indefinido no seu título - ein -, deixando claro que não se tratava do único país do futuro que existia. Stefan Zweig nos via como um país do futuro, entre outros.
O problema é que, na primeira edição brasileira, o título surgiu sem o artigo: Brasil, País do Futuro. Aliás, o título em francês também omitia a pequena mas decisiva partícula: Le Brésil, Terre D'Avenir. E igualmente o primeiro título em espanhol: Brasil: País del Futuro.
Um x OÉ enorme a diferença entre um país do futuro e o país do futuro por excelência. Especialmente naquela hora, em plena Segunda Guerra Mundial, quando a sobrevivência da Europa estava ameaçada. E nós, como "país do futuro", nos enchíamos de orgulho... Perigoso orgulho, no contexto da ditadura getulista.
Talvez esse equívoco tradutório tenha contribuído para deformar nossa autoimagem nacional, criando obstáculos culturais para um verdadeiro avanço em direção ao porvir.
A primeira tradução brasileira, já em 1941, ficou a cargo do psiquiatra Odilon Gallotti (também tradutor de Freud). A segunda tradução, de 2006, com o artigo indefinido em seu devido lugar - Brasil, Um País do Futuro -, foi assinada por Kristina Michahelles.
Para o autor, o Brasil era país pacífico, ainda no começo de sua história civilizatória, país destinado a ser um dos mais importantes fatores do desenvolvimento futuro do mundo. Era "reserva do mundo para o futuro", pela riqueza do solo... e do seu subsolo. Havia lugar de sobra para inúmeros habitantes, para o cultivo da terra e para a extração de tesouros subterrâneos.
Futuro
Zweig argumentava que a extensão territorial brasileira é força psíquica nada desprezível.
O espaço dilata a alma, infunde confiança, empurra um povo para o futuro. Mas ao mesmo tempo contemplava uma imensa parcela da população brasileira sem ocupação, ou sem ocupação definida, incapaz de produzir e consumir.
Zweig mencionava 25 milhões de brasileiros à margem da vida econômica. Gente subaproveitada em espaço excessivamente vasto. O autor não hesitou em afirmar que o país sofria de anemia.
Ao mesmo tempo, elogiava os avanços dos meios de transporte e outras iniciativas. Elogiava o governo Vargas. O Brasil anêmico reagia. As cidades começavam a crescer mais velozmente. O país aprendia a pensar nas dimensões do futuro. E havia cidades como Rio de Janeiro e São Paulo.
O trecho do livro que escolhi para a comparação entre as duas traduções (editadas abaixo) é o primeiro parágrafo do capítulo dedicado à capital paulista.
O
original e as versões
BLICK AUF SÃO PAULO 1
Stefan Zweig
Stefan Zweig
Um die Stadt Rio de Janeiro
darzustellen 2, müßte man eigentlich ein Maler
sein, um São Paulo zu schildern, ein Statistiker oder Nationalökonom. Man müßte
Zahlen türmen 3und vergleichen, Tabellen
nachzeichnen und versuchen, Wachstum in Worten sichtbar zu machen; denn nicht
seine Vergangenheit und nicht seine Gegenwart machen São Paulo so faszinierend,
sondern sein gleichsam unter der Zeitlupe sichtbares Wachsen und Werden, sein
Tempo der Verwandlung. São Paulo gibt kein Bild, weil es seinen Rahmen ständig
erweitert, weil es zu unruhig 4 ist in seiner rapiden
Veränderung; man zeigte es am besten als Film und zwar als einen, der von
Stunde zu Stunde rascher abrollt; keine Stadt Brasiliens und wenige der ganzen
Erde lassen sich an Ungestüm der Entwicklung dieser 5 ehrgeizigsten und dynamischsten
Brasiliens vergleichen.
SÃO PAULO 1
Odilon Gallotti
Para apresentar a cidade do Rio de Janeiro 2 teria eu propriamente que ser pintor e para descrever São Paulo precisaria ser estatístico ou economista. Teria que reunir 3
números e compará-los, copiar tabelas e tentar tornar compreensível por palavras o crescimento, pois não são o passado e o presente de São Paulo que o tornam tão fascinante, mas sim o seu crescimento, desenvolvimento e velocidade de transformação, por assim dizer, vistos numa película cinematográfica feita em câmara lenta. São Paulo não fornece um quadro, porque constantemente se está ampliando 4 e sua transformação se opera com muita rapidez. A melhor maneira de mostrá-lo seria por meio duma película, duma película que de hora para hora se fosse desenrolando mais depressa. Nenhuma outra cidade do Brasil e poucas do mundo inteiro podem comparar-se em impetuosidade de desenvolvimento 5 a essa, que é a mais ambiciosa e mais dinâmica do país.
OLHAR SOBRE SÃO PAULO 1
Kristina Michahelles
Para representar a cidade de São Paulo seria preciso ser um pintor 2. Para descrever São Paulo, um estatístico ou um economista. Seria preciso amontoar números e compará-los, 3 copiar tabelas e tentar transcrever o crescimento em palavras, pois não é o passado ou o presente que tornam São Paulo uma cidade tão fascinante, e sim o seu crescimento e o seu porvir, a rapidez de sua transformação, vistos em câmera lenta. É difícil ter uma imagem estática de São Paulo porque a cidade está constantemente se ampliando, porque é demasiado irrequieta 4 em sua rápida transformação. A melhor maneira de mostrá-la seria através de um filme, um daqueles filmes que de hora em hora se fosse acelerando. Nenhuma cidade do Brasil e poucas no mundo inteiro podem ser comparadas em impetuosidade à evolução 5 dessa que é a cidade mais ambiciosa e mais dinâmica do país.
Para traduzir o futuro
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